quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Natal é...

Natal é Alegria

Natal é Sonhar

Natal é Magia

Sem nunca acabar

Natal és tu e sou eu

Juntos em Harmonia

Natal é o mundo que é meu

Partilhado contigo dia a dia

Natal não são os presentes

Que corremos a comprar

Natal são verbos diferentes

Como sorrir e partilhar

Natal é darmos as mãos

É unirmo-nos num sonho comum

Natal é sermos irmãos

Na s diferenças de cada um

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Confusão

A mente vive confusa

Aprisionada num sonho passado

E assim teimosamente recusa

Libertar-se do doce pecado

O coração mais confuso ainda

Quer fugir, isolar-se do mundo

E assim enquanto a esperança finda

Submerge num marasmo profundo

Quer gritar, soltar-se das cordas

Mas não tem força para o fazer

E assim pelos dias negros

Vai-se deixando morrer….

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Os dias passam

Os dias passam, ficam as noites

Longas, frias mas belas

E por entre toda a negridão

O que sobressai é o brilho das estrelas

São elas que trazem a esperança

Quando cintilam no escuro do céu

E de repente emerge desta imensidão

A alegria que por momentos se escondeu

terça-feira, 2 de novembro de 2010

saudades sinto

Saudades sinto de mim

Do que fui , do que serei no futuro

Porque me deixei morrer assim

Sem saber o que procuro

Saudades sinto da vida

Que me deixou só e vazia

Vivo com a alma sofrida

Que em si própria se refugia

Saudades sinto das noites

Em que as lágrimas estavam ausentes

Não eram negras nem tristes

Eram então bem diferentes

Saudades sinto de tudo

Que um dia me fez sorrir

Solto agora um grito mudo

Que faz o meu mundo ruir

domingo, 31 de outubro de 2010

No silêncio

No silêncio

Tentam ouvir-se vozes

Que nos tragam à razão

No silêncio

Misturam-se os gritos

Que emanam do turbilhão

No silêncio

Procuram-se afagos

Doces, libertadores

No silêncio

Rompem-se amarras

Evidenciam-se dores

No silêncio

Anseia-se a luz

Distancia-se do ser

No silêncio

Recalcam-se os fantasmas

Que impedem de viver

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

De coração partido

De coração partido
Feito em mil pedaços
Que se tentam juntar em vão
Procura resistir ao peito ferido
Vai retirando os estilhaços
Que lhe feriram a razão
Sem sol que lhe ilumine o caminho
Sem ventos que ajudem a navegar
Sem setas a indicar a direcção
Vai caminhando devagarinho
Na esperança de em breve encontrar
Novamente a emoção

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O vento sussurra o teu nome

O vento sussurra o teu nome
Ao seu ouvido
Fá-la sorrir por momentos
Esquecendo o coração ferido
Fechou os olhos
Deixou-se vaguear
Por todas as emoções
Que conseguia abraçar
Mas o vento
Subitamente trouxe a tempestade
E o rosto num ápice enegreceu
Fazendo-a regressar à verdade
O sorriso devorado pela tormenta
Deu lugar à lágrima inglória
E então lentamenteo teu nome
Se apagou da sua memória

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Deste

Deste-me tanto
Despido de tudo
Tiraste-me tudo
Despindo-te de tanto
Deste-me abraços
Em troca de sorrisos
Tiraste-me os sorrisos
Ofereceste-me o pranto
Deste-me vida
Em troca de alegria
Tiraste-me a alegria
Fiquei devastada
Deste-me sonhos
Em troca de amor
Tiraste-me o amor
Em troca de nada

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Amar é dar

Amar é dar
Sem nunca esperar receber
É tocar o coração do outro
Apenas para o proteger
Amar é sorrir
Mesmo quando se quer chorar
É dar a vida por alguém
A quem não queremos magoar
Amar é perceber
Que não há tu nem há eu
Há apenas um mundo
Onde está o que cada um deu
Amar é vibrar
Com um sorriso num rosto sofrido
E é perceber que nesse momento
A vida ganhou o seu sentido

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Lamento

Lamento a chuva que cai
Sem molhar o terreno sequioso
Lamento o sol que não vai
Derreter o coração teimoso
Lamento o vento que não liberta
Os sonhos que tens escondidos
Lamento o mar que não desperta
Os teus mais puros sentidos
Lamento o rio que não lava
A tua alma e te faz sentir
Lamento o monte que te trava
Impedindo-te de sorrir

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Desespero

Desespero, choro, grito
Quero fugir do turbilhão
Vou desesperando e fico
Agarrada ao meu coração
Que uma mão invisível aperta
Aperta com força e faz doer
E a mágoa que ficou desperta
Não para agora de crescer
Cada vez me sinto mais submersa
Neste mar escuro e sombrio
Luto, mas não tenho mais força
Permaneço imóvel no vazio

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Estiquei os braços...

Estiquei os braços e agarrei a luz
Tentei não a deixar escapar
Mas o brilho que me seduz
Deixa de iluminar
A luz dissipou-se por entre os dedos
Dúvidas povoaram então a mente
Deslindaram-se em vão os segredos
Que atormentavam o presente
No ar pairou a esperança
De a luz voltar a brilhar
Mas presa por entre os dedos
Será que se vai libertar?

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Vagueio

Vagueio descalça na noite
Pelas areias grossas da imaginação
Tento caminhar suavemente
Equilibrando emoção e razão
Balanço entre uma e outra
Sustenho lágrimas teimosas, de dor
Quero soltar o coração amarrado
Dar-lhe vida e dar-lhe cor
Enfrento setas que me lançam
Vezes e vezes sem fim
Umas falham outras acertam
Bem fundo dentro de mim
Bato no fundo sem rede
E então as lágrimas conseguem cair
Já sem esperança abandono-me
À tua mão que me faz emergir

domingo, 26 de setembro de 2010

Dia e Noite

O dia pôs-se negro tal qual a noite
No meu peito arde a dor do desalento
Espero que a noite caia ansiosamente
Desejando um novo dia sem tormento

A noite cai, mas sem o brilho das estrelas
A escuridão aumenta a dor da solidão
As horas passam lentas e eu a vê-las
Procurando por respostas que me não dão

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Reterei para sempre as memórias

Reterei para sempre as memórias
Do teu rosto perto do meu
Decerto contaremos histórias
De um amor que foi meu e teu
De algo que foi só nosso
E que pelos tempos perdurou
Percorremos o nosso caminho
Que das curvas se alimentou
Não foi fácil o seu trilhar
Nem sequer em linha recta
Mas foi bom, tão bom
Ainda que a via não fosse a correcta
Nas linhas que fomos escrevinhando
No grande livro da nossa vida
Escrevemos romance, amor sofrimento
Procuramos a paixão no tempo perdida
Soltamos amarras, vencemos diferenças
Divagamos pelas incertezas
E quando tentamos encontrar o passado
Perdemos todas as nossas defesas

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Sentir ou não sentir

Quem não sente é sofrido
É carregado pesadamente pela vida
Caminha quase sem sentido
Ficando muitas vezes à deriva
Quem sente sofre também
Mas é ele quem leva o peso da vida
Vai andando como quem
Procura a cura da sua ferida
Sentir? Não sentir? Que dilema
Sofrer, mesmo que de forma diferente
Lutar tentando diminuir a pena
Daquilo que se sente ou não sente
Imaginar como é não sentir
Sonhar com o momento em que sentirá
E dar consigo a fingir
Que do outro lado não sofrerá

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Suspensa

Ando suspensa pelo ar

Presa apenas por frágeis teias

Pelo espaço e pelo tempo ando a pairar

Tentando clarear ideias

Vagueio por mil pensamentos

Que atordoam o meu coração

A custo vou afastando os ventos

Que me ocultam a razão

A chuva refresca-me a alma

Infere-me golpes de lucidez

Mas o que resiste não é a calma

Ainda que eu não albergue a insensatez

Tento agarrar a serenidade

Para de novo conseguir assentar

Mas afinal a verdade

Obriga-me a flutuar

this is only a dream

This is only a dream
And someday you’ll wake up
You don´t need to scream
You have to make all this stop
Words seem arrows to you
They hurt so deep inside your soul
You cry and ask what to do
But you see no way out of this hole
Your head is spinning around
Like a giant wheal that lost control
The way out is just yours to be found
And this should be your only goal
Just let your head ear your heart’s voice
Give him a chance to speak to your mind
And then you’ll find you have a choice
And this choice is yours to find

sábado, 4 de setembro de 2010

Dizer boa noite

Dizer boa noite para quê,

Se ela só te dirá bom dia?

Ficas à espera que te dê

Um momento de alegria

Contentas-te com um sorriso

E tanto tens para oferecer

Mas ela, mulher sem juízo

Nada tem para te dizer

Pões-lhe nas mãos a tua vida

Tua mente, teu coração

Mas ela só faz crescer a ferida

Aberta pela paixão

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Porque não?

Porque não sorrir


Mesmo com lágrimas a cair?

Porque não dançar

Quando tudo parece desmoronar?

Porque não respirar

Quando o ar teima em não entrar?

Porque não tentar

Quando temos certeza que irá falhar

Porque não dizer

Mesmo com medo de perder?

Porque não abraçar

Quando a vontade é empurrar?

Porque não acarinhar

Quando a vontade é zangar?

Porque não sentir

Quando a vontade é fugir?

Porque não abrir o coração

Quando ele ultrapassa a razão?

Porque não gostar

Mesmo que isso possa magoar?

Porque não aceitar

Que na vida o melhor é amar?