Respirar sem conseguir
Fechar os olhos e sentir
Deixar o meu coração vaguear
Porque sei que ele voltará ao lugar
Percorrer vales e montes
Por entre as batidas constantes
Permitir que os olhos se fechem
Enquanto os braços se abrem
Apertar com eles o vento
Porque sei que é aquele o momento
O nosso momento que foge
E que devíamos viver hoje
sexta-feira, 23 de julho de 2010
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Por detrás da vidraça
Por detrás da vidraça
Vejo a chuva a cair
Com uma ténue esperança
De te ver surgir
O coração salta
A cada carro que vejo aparecer
Fazes-me falta
Preciso de te ter
Um toque suave
Das tuas mãos fortes
Ainda que muito breve
Ainda que por poucos instantes
Pareces-me tu, ao fundo
Vejo-te aproximar
Iluminas o meu mundo
Como te quero abraçar
Reacende a alegria
Que se estampa no meu rosto
Sem perceber enches o meu dia
Como te desejo, como te gosto…
Vejo a chuva a cair
Com uma ténue esperança
De te ver surgir
O coração salta
A cada carro que vejo aparecer
Fazes-me falta
Preciso de te ter
Um toque suave
Das tuas mãos fortes
Ainda que muito breve
Ainda que por poucos instantes
Pareces-me tu, ao fundo
Vejo-te aproximar
Iluminas o meu mundo
Como te quero abraçar
Reacende a alegria
Que se estampa no meu rosto
Sem perceber enches o meu dia
Como te desejo, como te gosto…
terça-feira, 13 de julho de 2010
Por amor
Somos seres amantes
Em delírios constantes
Em tudo o que fazemos
A tudo o que conhecemos
Transmitimos o nosso amor
Seja da forma que for
Seja com um sorriso
Ou seja em forma de aviso
Seja com punição
Ou com ternura e atenção
Olhamos para a beleza
E obtemos a certeza
Daquilo que sabemos querer
Por vezes sem poder ter
Todos vivemos por amor
Mesmo quando disfarçado
Sob a forma de dor
Em delírios constantes
Em tudo o que fazemos
A tudo o que conhecemos
Transmitimos o nosso amor
Seja da forma que for
Seja com um sorriso
Ou seja em forma de aviso
Seja com punição
Ou com ternura e atenção
Olhamos para a beleza
E obtemos a certeza
Daquilo que sabemos querer
Por vezes sem poder ter
Todos vivemos por amor
Mesmo quando disfarçado
Sob a forma de dor
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Tantas vidas
Tantas vidas estranhas se encontram
Num qualquer lugar distante
Tantas vidas que se cruzam
Algumas de forma permanente
Vidas como a tua e a minha
Algumas com pouco em comum
Mas vidas cujas vontades para o amanhã
É deixarem de ser dois e serem um
Novas vidas se constroem
Com esperança sobre o que há-de vir
São estes ciclos que se repetem
Que a todos nos fazem sorrir
Num qualquer lugar distante
Tantas vidas que se cruzam
Algumas de forma permanente
Vidas como a tua e a minha
Algumas com pouco em comum
Mas vidas cujas vontades para o amanhã
É deixarem de ser dois e serem um
Novas vidas se constroem
Com esperança sobre o que há-de vir
São estes ciclos que se repetem
Que a todos nos fazem sorrir
terça-feira, 15 de junho de 2010
Porque crescem...
Hoje vou para a escola
É o meu primeiro dia!
E com os livros na sacola
Lá vou eu cheio de alegria!
Chego de mão dada com a mãe
Com o coração a pular
Tanto que irei aprender
Tanto que irei brincar!
A mãe a tremer
Vai-me sossegando
E quase a chorar
Para mim vai sorrindo
Damos um beijo ao portão
Eu entro e vejo-a a olhar
Ela sorri mas lá por dentro
Sei que fica a chorar
O dia termina
A mãe espera por mim
Dá-me um beijo e pergunta “correu bem o dia?”
E eu respondo “claro que sim”
Hoje vou para a escola
É o meu último dia
Bem mais pesada a sacola
Mas sempre com alegria
Hoje deixo a professora
Que tanto me ajudou a aprender
Vou guarda-la com os amigos
No meu coração, sem nunca a esquecer
A mãe continua a esperar-me
Com o rosto sempre a sorrir
Sempre a querer proteger-me
De qualquer perigo que possa existir
Hoje, ao sair da escola
Percebo o quanto cresci
Agora tenho que ir embora
Mas o meu coração está aqui…
É o meu primeiro dia!
E com os livros na sacola
Lá vou eu cheio de alegria!
Chego de mão dada com a mãe
Com o coração a pular
Tanto que irei aprender
Tanto que irei brincar!
A mãe a tremer
Vai-me sossegando
E quase a chorar
Para mim vai sorrindo
Damos um beijo ao portão
Eu entro e vejo-a a olhar
Ela sorri mas lá por dentro
Sei que fica a chorar
O dia termina
A mãe espera por mim
Dá-me um beijo e pergunta “correu bem o dia?”
E eu respondo “claro que sim”
Hoje vou para a escola
É o meu último dia
Bem mais pesada a sacola
Mas sempre com alegria
Hoje deixo a professora
Que tanto me ajudou a aprender
Vou guarda-la com os amigos
No meu coração, sem nunca a esquecer
A mãe continua a esperar-me
Com o rosto sempre a sorrir
Sempre a querer proteger-me
De qualquer perigo que possa existir
Hoje, ao sair da escola
Percebo o quanto cresci
Agora tenho que ir embora
Mas o meu coração está aqui…
sábado, 12 de junho de 2010
Deixas que os teus olhos sonhem
E não consegues deixar de sorrir
Com receio que todos reparem
Disfarças mas sem conseguir
O teu rosto mostra a alegria
De quem vive um amor profundo
Com o brilho que a tua pele irradia
Dás uma nova cor ao mundo
É com a força do que sentes
Que alimentas todo o teu ser
E mesmo aquilo que não vives
Te dá razão, te dá saber
Escreveste sem planear
Muitas memórias no presente
E são elas que te vão acalentar
No futuro… docemente
E não consegues deixar de sorrir
Com receio que todos reparem
Disfarças mas sem conseguir
O teu rosto mostra a alegria
De quem vive um amor profundo
Com o brilho que a tua pele irradia
Dás uma nova cor ao mundo
É com a força do que sentes
Que alimentas todo o teu ser
E mesmo aquilo que não vives
Te dá razão, te dá saber
Escreveste sem planear
Muitas memórias no presente
E são elas que te vão acalentar
No futuro… docemente
segunda-feira, 7 de junho de 2010
És...
És o meu Sol nos longos dias
És a minha lua nas noites frias
És meu inicio e és meu fim
És quem afasta tudo que é ruim
És meu abrigo num dia chuvoso
Minha protecção do calor vigoroso
És quem me resgata dos meus pesadelos
És quem me afaga docemente os cabelos
És quem sem medos me diz a verdade
És quem por sorrir me devolve a vontade
És quem me anima quando estou triste
És quem me ensina que não se desiste
És quem me dá vontade de sorrir
És quem me faz ansiar o que há-de vir
És a minha lua nas noites frias
És meu inicio e és meu fim
És quem afasta tudo que é ruim
És meu abrigo num dia chuvoso
Minha protecção do calor vigoroso
És quem me resgata dos meus pesadelos
És quem me afaga docemente os cabelos
És quem sem medos me diz a verdade
És quem por sorrir me devolve a vontade
És quem me anima quando estou triste
És quem me ensina que não se desiste
És quem me dá vontade de sorrir
És quem me faz ansiar o que há-de vir
segunda-feira, 31 de maio de 2010
domingo, 30 de maio de 2010
Queria dizer-te
Que não te desejo
Mas não sei mentir
Queria poder afastar-me
Mas não consigo fugir
O teu cheiro
O teu gosto
Estão entranhados em mim
Quero acariciar o teu corpo
O teu rosto
E ficar para sempre assim
Vives na minha mente
Monopolizas o meu pensamento
Ainda que tente lutar
Sonhar contigo é o meu alimento
Que não te desejo
Mas não sei mentir
Queria poder afastar-me
Mas não consigo fugir
O teu cheiro
O teu gosto
Estão entranhados em mim
Quero acariciar o teu corpo
O teu rosto
E ficar para sempre assim
Vives na minha mente
Monopolizas o meu pensamento
Ainda que tente lutar
Sonhar contigo é o meu alimento
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Procuro no mar
Sem saber procurar
Busco a tranquilidade
Com receio de nunca a encontrar
Flutuo nas ondas
Tentando equilibrar-me
Mas o ondular
Parece balançar-me
Quero manter-me de pé
Mas tudo à volta me sacode
Parece puxar-me até
Não vou cair… Como pode
Tantas sensações,
Tão vária, tão diferentes
Conviverem com as razões
Tão longínquas, tão presentes
A espuma das ondas
Desequilibra a equação
E as areias profundas
Afinal, essas o que são?
Serão o mais e o menos
De uma soma ou subtracção
Resultado de um problema
Que procura solução
Sem saber procurar
Busco a tranquilidade
Com receio de nunca a encontrar
Flutuo nas ondas
Tentando equilibrar-me
Mas o ondular
Parece balançar-me
Quero manter-me de pé
Mas tudo à volta me sacode
Parece puxar-me até
Não vou cair… Como pode
Tantas sensações,
Tão vária, tão diferentes
Conviverem com as razões
Tão longínquas, tão presentes
A espuma das ondas
Desequilibra a equação
E as areias profundas
Afinal, essas o que são?
Serão o mais e o menos
De uma soma ou subtracção
Resultado de um problema
Que procura solução
terça-feira, 11 de maio de 2010
Aquilo que somos
O que desejamos ser
Aquilo que temos
Sem sequer saber
Aquilo que desejamos
Muito intimamente
Faz com que soframos
No tempo presente
Ansiamos o encontro
Como o ar para respirar
E no entretanto
O tempo demora a passar
Quando nos vislumbramos
Tudo em volta parece parar
E tudo o que sentimos
Põe o nosso mundo a girar
O que desejamos ser
Aquilo que temos
Sem sequer saber
Aquilo que desejamos
Muito intimamente
Faz com que soframos
No tempo presente
Ansiamos o encontro
Como o ar para respirar
E no entretanto
O tempo demora a passar
Quando nos vislumbramos
Tudo em volta parece parar
E tudo o que sentimos
Põe o nosso mundo a girar
terça-feira, 27 de abril de 2010
Vós
Nossos filhos
Sois a nossa alegria
Sorris dando-nos vida
E afastando a melancolia
Hoje um livro esquecido
Amanhã um brinquedo no chão
E mesmo com toda a desordem
Encheis o nosso coração
Desde o dia em que nasceis
Mudais toda a nossa vida
Mas a verdade é que a fazeis
Bem mais colorida
Por vós, tudo fazemos
Sem nada sequer questionar
E todo amor que vos temos
Por nada irá acabar…
Ralhamos, castigamos, zangamos
Porque vos queremos proteger
E assim cada vez mais vos amamos
Não é fácil ver-vos crescer
Nossos filhos
Sois a nossa alegria
Sorris dando-nos vida
E afastando a melancolia
Hoje um livro esquecido
Amanhã um brinquedo no chão
E mesmo com toda a desordem
Encheis o nosso coração
Desde o dia em que nasceis
Mudais toda a nossa vida
Mas a verdade é que a fazeis
Bem mais colorida
Por vós, tudo fazemos
Sem nada sequer questionar
E todo amor que vos temos
Por nada irá acabar…
Ralhamos, castigamos, zangamos
Porque vos queremos proteger
E assim cada vez mais vos amamos
Não é fácil ver-vos crescer
Nunca é tarde
Para aprender
Para oferecer um sorriso
Para viver
Nunca é tarde
Para ser feliz
Para ser verdadeiro
Como sempre se quis
Nunca é tarde
Para dançar
Para construir uma vida
Sem nada a travar
Nunca é tarde
Para partilhar
E com serenidade
A vida abraçar
Nunca é tarde
Para atingir a harmonia
E com tudo o que aprendemos
Viver com sabedoria
Nunca é tarde
Para voltar a ser eu
E para fazer renascer
Quem apenas se escondeu
Para aprender
Para oferecer um sorriso
Para viver
Nunca é tarde
Para ser feliz
Para ser verdadeiro
Como sempre se quis
Nunca é tarde
Para dançar
Para construir uma vida
Sem nada a travar
Nunca é tarde
Para partilhar
E com serenidade
A vida abraçar
Nunca é tarde
Para atingir a harmonia
E com tudo o que aprendemos
Viver com sabedoria
Nunca é tarde
Para voltar a ser eu
E para fazer renascer
Quem apenas se escondeu
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