Construímos sonhos
Vindos do nada
Por vezes lutamos por eles
Sem ver mais nada
Ficamos amarrados
Sofremos por amor
E desses sonhos sonhados
Evidencia-se a dor
Perdemos vontades
Conquistamos agruras
E sem pensar nas verdades
Nos arrastamos por ruas escuras
Já cravados e sofridos
É então que desistimos da luta
Os sentimentos não são esquecidos
Mas ansiar o que não volta
Faz-nos emaranhar ainda mais
Em recantos escuros do coração
E perceber que foi tempo demais
A abafar a nossa razão…
quarta-feira, 15 de junho de 2011
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Os meus sorrisos são lágrimas
Os meus sorrisos são lágrimas
Que tombam incessantes pelo rosto
São espinhos que magoam um corpo
Inerte, sem vontade, sem gosto
Os meus sorrisos são lágrimas
Que despejam a intensa dor
Que o coração deixou de suportar
E a minha vida é apenas um rumor
Os meus sorrisos são lágrimas
Que secam e deixam um rasto triste
Que se espelha nos olhar que já não disfarça
E que vai dizendo que desiste
Os meus sorrisos são lágrimas
Emanadas de um tempo que passou
São fruto de uma luta constante
Que esse mesmo tempo não curou
Os meus sorrisos são lágrimas
Que o meu ser deixa agora cair
Os meus sorrisos são as lágrimas
De quem já não consegue sorrir…
Que tombam incessantes pelo rosto
São espinhos que magoam um corpo
Inerte, sem vontade, sem gosto
Os meus sorrisos são lágrimas
Que despejam a intensa dor
Que o coração deixou de suportar
E a minha vida é apenas um rumor
Os meus sorrisos são lágrimas
Que secam e deixam um rasto triste
Que se espelha nos olhar que já não disfarça
E que vai dizendo que desiste
Os meus sorrisos são lágrimas
Emanadas de um tempo que passou
São fruto de uma luta constante
Que esse mesmo tempo não curou
Os meus sorrisos são lágrimas
Que o meu ser deixa agora cair
Os meus sorrisos são as lágrimas
De quem já não consegue sorrir…
domingo, 20 de março de 2011
Vivemos no silêncio
Vivemos no silêncio
Como se não houvesse amanhã
Alimentamo-nos da dor
Que a razão nos dá
Fugimos das luzes
Refugiando-nos na negritude
Que a nossa alma alberga
Sem gosto e sem virtude
Calamos as vozes que ouvimos sem rosto
Respiramos sem medo
Pelo meio das ruínas do nosso ser
E, lentamente, em segredo
Reaprendemos a viver
Como se não houvesse amanhã
Alimentamo-nos da dor
Que a razão nos dá
Fugimos das luzes
Refugiando-nos na negritude
Que a nossa alma alberga
Sem gosto e sem virtude
Calamos as vozes que ouvimos sem rosto
Respiramos sem medo
Pelo meio das ruínas do nosso ser
E, lentamente, em segredo
Reaprendemos a viver
sexta-feira, 18 de março de 2011
Saboreando instantes de doce ilusão
Saboreando instantes de doce ilusão
Vive-se, sofre-se, ama-se sem juízo e sem razão
É-se feliz assim, lutando por breves momentos
Na relatividade da vida, esquecem-se os tormentos
Tentando aproveitar cada novo dia que desperta
Desejando que seja único, que seja merecida esta oferta
Atravessam-se pontes, desbravam-se novos caminhos
E neste árduo percurso por vezes andamos sozinhos
Damos abrigo a emoções que um dia nos vão consumir
Sem perceber como, já deixamos de sorrir
Criamos monstros passivos, incapazes de lutar
Demos-lhes asas, ensinamo-los a voar
E quando acordamos, chorosos, no dia seguinte
Já nos levaram a alma para um local distante
E lá continuamos nós, tristemente, fazendo de conta
Que a dor que magoa é aquilo que nos acalenta
Vive-se, sofre-se, ama-se sem juízo e sem razão
É-se feliz assim, lutando por breves momentos
Na relatividade da vida, esquecem-se os tormentos
Tentando aproveitar cada novo dia que desperta
Desejando que seja único, que seja merecida esta oferta
Atravessam-se pontes, desbravam-se novos caminhos
E neste árduo percurso por vezes andamos sozinhos
Damos abrigo a emoções que um dia nos vão consumir
Sem perceber como, já deixamos de sorrir
Criamos monstros passivos, incapazes de lutar
Demos-lhes asas, ensinamo-los a voar
E quando acordamos, chorosos, no dia seguinte
Já nos levaram a alma para um local distante
E lá continuamos nós, tristemente, fazendo de conta
Que a dor que magoa é aquilo que nos acalenta
quinta-feira, 17 de março de 2011
Arranquem
Arranquem-me esta dor do peito
Seja docemente ou com ferros flamejantes
É uma dor que dilacera a alma
Com golpes fortes e constantes
As forças desapareceram por entre as lágrimas
Que caiem, rosto abaixo, sem parar
Fazendo nascer um rio sofrido
Que rasga caminho no corpo cansado de lutar
Terão eco nos séculos vindouros
Feridas que foram abertas sem cura
A chama que me consome manter-se-á acesa
Por entre os escombros de uma alma impura
Seja docemente ou com ferros flamejantes
É uma dor que dilacera a alma
Com golpes fortes e constantes
As forças desapareceram por entre as lágrimas
Que caiem, rosto abaixo, sem parar
Fazendo nascer um rio sofrido
Que rasga caminho no corpo cansado de lutar
Terão eco nos séculos vindouros
Feridas que foram abertas sem cura
A chama que me consome manter-se-á acesa
Por entre os escombros de uma alma impura
terça-feira, 15 de março de 2011
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
A caneta parou novamente
A caneta parou novamente
Um amontoado de ideias fervilham
Pequenas luzes saltitam na mente
Mas mesmo assim nunca brilham
Incessantes, sem dar tréguas
Num corropio constante e desumano
Nem se chegam a espalhar pelas ruas
Vagueiam, tornando-me um ser insano
Quero agarra-las e uni-las
Dar-lhes forma e cor e verdade
Dar-lhes vida e, por fim, senti-las
Em palavras plenas de intensidade
Quero a coragem que agora me foge
E o sentimento que me torna capaz
Quero transformar as ideias de hoje
Sejam elas boas ou más
E nesta necessidade que urge
Em dias atormentados e sós
Cresce a ansiedade na qual surge
A palavra que ganha voz
Um amontoado de ideias fervilham
Pequenas luzes saltitam na mente
Mas mesmo assim nunca brilham
Incessantes, sem dar tréguas
Num corropio constante e desumano
Nem se chegam a espalhar pelas ruas
Vagueiam, tornando-me um ser insano
Quero agarra-las e uni-las
Dar-lhes forma e cor e verdade
Dar-lhes vida e, por fim, senti-las
Em palavras plenas de intensidade
Quero a coragem que agora me foge
E o sentimento que me torna capaz
Quero transformar as ideias de hoje
Sejam elas boas ou más
E nesta necessidade que urge
Em dias atormentados e sós
Cresce a ansiedade na qual surge
A palavra que ganha voz
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Olho para ti e sorrio
Olho para ti e sorrio
Com vontade de te abraçar
Ficamos perdidos no espaço
Lembramos o momento distante e frio
Em que interrompemos o caminhar
Agora queremos o abraço
Mas tu continuas, eu continuo
Continuamos perdidos no nosso olhar
Olhamos, soluçamos por dentro
Calamos a lágrima que quer sair
O coração vai pedindo baixinho
Que o aliviem do tormento
Que deixem a razão cair
E o afaguem de novo, num só caminho
Com vontade de te abraçar
Ficamos perdidos no espaço
Lembramos o momento distante e frio
Em que interrompemos o caminhar
Agora queremos o abraço
Mas tu continuas, eu continuo
Continuamos perdidos no nosso olhar
Olhamos, soluçamos por dentro
Calamos a lágrima que quer sair
O coração vai pedindo baixinho
Que o aliviem do tormento
Que deixem a razão cair
E o afaguem de novo, num só caminho
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
O tempo
O tempo esse malvado
Manipulador de emoções
Faz-nos crescer lado a lado
Esquecendo os corações
Depressa ele voa quando não deve
Lento é quando ansiamos o dia seguinte
E assim a imensidão se torna breve
E um segundo parece durar eternamente
O tempo esse grande malvado
Que tanto nos faz suspirar
Que nos faz amargar no bocado
Que falta para passar..
Manipulador de emoções
Faz-nos crescer lado a lado
Esquecendo os corações
Depressa ele voa quando não deve
Lento é quando ansiamos o dia seguinte
E assim a imensidão se torna breve
E um segundo parece durar eternamente
O tempo esse grande malvado
Que tanto nos faz suspirar
Que nos faz amargar no bocado
Que falta para passar..
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Vão soar as doze badaladas
Vão soar as doze badaladas
No grande sino da igreja
Soa a primeira repleta de esperança
De um novo ano que iluminado seja
Soa a segunda bem alto
Os rostos alegram-se ao ouvir
Esperam um ano que seja farto
Esperam um ano para sorrir
Oiçam a terceira tlim tlão
Quarta e quinta a seguir
E vai crescendo em cada coração
O sonho do que está para vir
Sexta, sétima, oitava
Batem compassadamente
Anunciam um futuro ansiado
Que em breve será presente
Batem nove, batem dez, batem onze
Anunciam o fim e o início
Soa a última badalada por fim
Ouve-se o fogo de artifício…
No grande sino da igreja
Soa a primeira repleta de esperança
De um novo ano que iluminado seja
Soa a segunda bem alto
Os rostos alegram-se ao ouvir
Esperam um ano que seja farto
Esperam um ano para sorrir
Oiçam a terceira tlim tlão
Quarta e quinta a seguir
E vai crescendo em cada coração
O sonho do que está para vir
Sexta, sétima, oitava
Batem compassadamente
Anunciam um futuro ansiado
Que em breve será presente
Batem nove, batem dez, batem onze
Anunciam o fim e o início
Soa a última badalada por fim
Ouve-se o fogo de artifício…
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Natal é...
Natal é Alegria
Natal é Sonhar
Natal é Magia
Sem nunca acabar
Natal és tu e sou eu
Juntos em Harmonia
Natal é o mundo que é meu
Partilhado contigo dia a dia
Natal não são os presentes
Que corremos a comprar
Natal são verbos diferentes
Como sorrir e partilhar
Natal é darmos as mãos
É unirmo-nos num sonho comum
Natal é sermos irmãos
Na s diferenças de cada um
Natal é Sonhar
Natal é Magia
Sem nunca acabar
Natal és tu e sou eu
Juntos em Harmonia
Natal é o mundo que é meu
Partilhado contigo dia a dia
Natal não são os presentes
Que corremos a comprar
Natal são verbos diferentes
Como sorrir e partilhar
Natal é darmos as mãos
É unirmo-nos num sonho comum
Natal é sermos irmãos
Na s diferenças de cada um
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Confusão
A mente vive confusa
Aprisionada num sonho passado
E assim teimosamente recusa
Libertar-se do doce pecado
O coração mais confuso ainda
Quer fugir, isolar-se do mundo
E assim enquanto a esperança finda
Submerge num marasmo profundo
Quer gritar, soltar-se das cordas
Mas não tem força para o fazer
E assim pelos dias negros
Vai-se deixando morrer….
Aprisionada num sonho passado
E assim teimosamente recusa
Libertar-se do doce pecado
O coração mais confuso ainda
Quer fugir, isolar-se do mundo
E assim enquanto a esperança finda
Submerge num marasmo profundo
Quer gritar, soltar-se das cordas
Mas não tem força para o fazer
E assim pelos dias negros
Vai-se deixando morrer….
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Os dias passam
Os dias passam, ficam as noites
Longas, frias mas belas
E por entre toda a negridão
O que sobressai é o brilho das estrelas
São elas que trazem a esperança
Quando cintilam no escuro do céu
E de repente emerge desta imensidão
A alegria que por momentos se escondeu
Longas, frias mas belas
E por entre toda a negridão
O que sobressai é o brilho das estrelas
São elas que trazem a esperança
Quando cintilam no escuro do céu
E de repente emerge desta imensidão
A alegria que por momentos se escondeu
terça-feira, 2 de novembro de 2010
saudades sinto
Saudades sinto de mim
Do que fui , do que serei no futuro
Porque me deixei morrer assim
Sem saber o que procuro
Saudades sinto da vida
Que me deixou só e vazia
Vivo com a alma sofrida
Que em si própria se refugia
Saudades sinto das noites
Em que as lágrimas estavam ausentes
Não eram negras nem tristes
Eram então bem diferentes
Saudades sinto de tudo
Que um dia me fez sorrir
Solto agora um grito mudo
Que faz o meu mundo ruir
Do que fui , do que serei no futuro
Porque me deixei morrer assim
Sem saber o que procuro
Saudades sinto da vida
Que me deixou só e vazia
Vivo com a alma sofrida
Que em si própria se refugia
Saudades sinto das noites
Em que as lágrimas estavam ausentes
Não eram negras nem tristes
Eram então bem diferentes
Saudades sinto de tudo
Que um dia me fez sorrir
Solto agora um grito mudo
Que faz o meu mundo ruir
domingo, 31 de outubro de 2010
No silêncio
No silêncio
Tentam ouvir-se vozes
Que nos tragam à razão
No silêncio
Misturam-se os gritos
Que emanam do turbilhão
No silêncio
Procuram-se afagos
Doces, libertadores
No silêncio
Rompem-se amarras
Evidenciam-se dores
No silêncio
Anseia-se a luz
Distancia-se do ser
No silêncio
Recalcam-se os fantasmas
Que impedem de viver
Tentam ouvir-se vozes
Que nos tragam à razão
No silêncio
Misturam-se os gritos
Que emanam do turbilhão
No silêncio
Procuram-se afagos
Doces, libertadores
No silêncio
Rompem-se amarras
Evidenciam-se dores
No silêncio
Anseia-se a luz
Distancia-se do ser
No silêncio
Recalcam-se os fantasmas
Que impedem de viver
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
De coração partido
De coração partido
Feito em mil pedaços
Que se tentam juntar em vão
Procura resistir ao peito ferido
Vai retirando os estilhaços
Que lhe feriram a razão
Sem sol que lhe ilumine o caminho
Sem ventos que ajudem a navegar
Sem setas a indicar a direcção
Vai caminhando devagarinho
Na esperança de em breve encontrar
Novamente a emoção
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