terça-feira, 30 de abril de 2013
Lançamento da Obra Reversos da Alma
Estão todos convidados para o Lançamento da Obra Reversos da Alma, na qual eu participo, conjuntamente com outros 18 autores, dia 18 de maio, entre as 21 e as 22 horas, no Rivoli (5º piso)!
domingo, 14 de abril de 2013
O cão Sebastião
Era uma vez um cão
Que se chamava Sebastião
E não era um cão qualquer
Tinha sangue azul, estão a ver...
Era grande, de um castanho brilhante
Com olhos que pareciam diamante
Muito imponente no seu andar
Mas o Sebastião não sabia ladrar....
Abria a sua grande boca
Mas a voz, nem fina nem rouca
Não fazia nenhum som
Se pelo menos ladrasse fora do tom...
Por isto, Sebastião vivia desolado
Queria ladrar alto e afinado
Deitou-se, escondeu-se do mundo
E ali ficou num sono profundo
Durante dias o procuraram
E, por fim, lá o encontraram
Como estava muito doente
Chamaram logo o Dr Paciente
Contaram-lhe o sucedido
E o doutor, bem resolvido
Prontamente analisou a questão
Que afligia este canzarrão
Observou, coçou a cabeça
E disse, sem grande pressa
Este caso tem solução
Basta uma pequena operação!
Todos ficaram contentes
E até o Sebastião mostrou os dentes
Que alegria, que felicidade
Tudo se resolver de verdade
Uns dias se passaram
E o momento que todos ansiaram
Chegou finalmente
E com toda a gente presente
O Sebastião abriu a boca e ladrou
Uou uou uou uou uou uou uou
Todos o aplaudiram orgulhosos
E os seus latidos ficaram famosos
domingo, 28 de outubro de 2012
Fantasmas
Encontrou sem procurar
O que não era suposto alcançar
Da felicidade do passado recente
Emergiu para a escuridão do presente
Acordaram-se receios
O que não era suposto alcançar
Da felicidade do passado recente
Emergiu para a escuridão do presente
Acordaram-se receios
Cresceram anseios
Nuvens negras povoaram seu ser
Fantasmas sedentos beberam seu querer
Neurónios pasmados deixaram o invasor
Trespassar lentamente o peito com dor
O corpo sucumbe a uma mente inerte
Prostrando-se sem vida pois já não sente
Nuvens negras povoaram seu ser
Fantasmas sedentos beberam seu querer
Neurónios pasmados deixaram o invasor
Trespassar lentamente o peito com dor
O corpo sucumbe a uma mente inerte
Prostrando-se sem vida pois já não sente
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Loucos, loucos, loucos
Ai que nós estamos loucos
Vão-nos ao bolso
Nem podemos reclamar
Chegou a Troika
Isto tem é qu´ir p´ra frente
Toca a cantar para esquecer
Minha gente
Corta, corta, corta,
Não esqueças de cortar
Olha que às avessas
Os bolsos vamos virar
O coelhinho bem nos tenta governar
Para no seu bolso nadinha faltar
Ele e os outros lá do seu poleiro
Vão-nos levando o nosso dinheiro
Deixam-nos lisos
Quase a mendigar
Mas o que é nosso
Temos que comprar!
Vivam a Merkel, Sarkozy e os bancos
Agências de rating
Que nos deixam em prantos
Loucos, loucos, loucos
Ai que nós estamos loucos!!!
sexta-feira, 9 de março de 2012
Andamos no mundo à deriva
Andamos no mundo à deriva
Somos gente com coração
A lutar contra quem nos leva
As migalhas que são nosso pão
Trabalhamos de sol a sol
Sem nunca sequer piar
Ansiamos pelo momento
Do corpo em vão descansar
Fugimos por entre as setas
Que nos tentam golpear
Infligidas por um governo
Que só pensa em nos saquear
Somos piegas diz o senhor
Que nos anda a mutilar
Quer também roer-nos os ossos
Que nos levam a labutar
Salteadores sem compaixão
Num país sem rei nem roque
E assim lá o vão afundando
Levando-nos a nós a reboque
Somos soldados sem munições
De uma batalha ainda por travar
Temos esperança destes glutões
Conseguirmos derrubar
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Somos...
Somos vento ou tempestade
Na insensatez do momento
Somos mar
Calmo e revolto
Na sombra
De um pensamento
Somos fogo
Somos água
Calor
Que rapidamente
Se esgota
Somos a terra
Que nos sussurra
Palavras
Que nos salvam
Da derrota
sábado, 5 de novembro de 2011
Rapaz que sorris
Rapaz que sorris
Imaginando-a nos braços
E desenhas seu rosto
Aperfeiçoando-lhe os traços
Manténs-te invisível
Aos seus olhos de mel
E em sonhos, apenas em sonhos,
Anseias por tocar sua pele
Tal como uma tela bela e perfeita
Que o pintor, com amor, pintou
Também tu assim a idealizas
Desde o instante que um olhar se cruzou.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Já...
Já sorri tantas vezes
Tendo vontade de gritar
Já vivi os reveses
De uma alma que deixou de lutar
Já fingi estar feliz
Quando o coração apertava
Já acolhi o que não quis
E que por dentro me matava
Já fui onde não queria ir
Já estive onde não queria estar
Com o rosto a sorrir
E os olhos infames a chorar
Já segurei uma mão sofrida
Pela tortura de uma mente vazia
Já limpei lágrimas a uma vida
Com as palavras da dor que eu própria sofria
Já andei dias sem fim deambulando
Pisando um chão incerto, doloroso
Querendo libertar-me do anseio que me foi apagando
Voraz, infinitamente poderoso
Já mergulhei nas entranhas do meu ser
Desejando encontrar um rumo, uma nova estrada
Sem coragem já, deixei-me desfalecer
Nos braços cruéis de uma vida errada…
Tendo vontade de gritar
Já vivi os reveses
De uma alma que deixou de lutar
Já fingi estar feliz
Quando o coração apertava
Já acolhi o que não quis
E que por dentro me matava
Já fui onde não queria ir
Já estive onde não queria estar
Com o rosto a sorrir
E os olhos infames a chorar
Já segurei uma mão sofrida
Pela tortura de uma mente vazia
Já limpei lágrimas a uma vida
Com as palavras da dor que eu própria sofria
Já andei dias sem fim deambulando
Pisando um chão incerto, doloroso
Querendo libertar-me do anseio que me foi apagando
Voraz, infinitamente poderoso
Já mergulhei nas entranhas do meu ser
Desejando encontrar um rumo, uma nova estrada
Sem coragem já, deixei-me desfalecer
Nos braços cruéis de uma vida errada…
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
vontade
Quero permanecer imóvel
No escuro das horas que passam
Quero restar insolúvel
Nas lágrimas que se derramam
Quero encontrar nova luz
Numa vida cansada e sombria
Quero esquecer o que me seduz
Mas me trás pouca alegria
Quero fugir do que me tem cativa
Encontrar meu rumo, encontrar meu Norte
Quero deixar de andar à deriva
E ser eu a ditar a minha sorte
No escuro das horas que passam
Quero restar insolúvel
Nas lágrimas que se derramam
Quero encontrar nova luz
Numa vida cansada e sombria
Quero esquecer o que me seduz
Mas me trás pouca alegria
Quero fugir do que me tem cativa
Encontrar meu rumo, encontrar meu Norte
Quero deixar de andar à deriva
E ser eu a ditar a minha sorte
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Vozes
Ouvem-se vozes trementes
Que se soltam num murmúrio inesperado
São vozes que estiveram dormentes
Encarceradas bem longe em degredo
Tentam fazer-se agora ouvir
Soltam gemidos
Que vão rompendo a boca selada
Que procura agora poder sorrir
Retomar tempos perdidos
E fingir que esses tempos não valeram nada
Os gemidos que tentam dar vida à voz
Crescem ganhando força para gritar
E num sopro de ar expirado
Deu-se alma às vozes
Que vão agora acordar
Que se soltam num murmúrio inesperado
São vozes que estiveram dormentes
Encarceradas bem longe em degredo
Tentam fazer-se agora ouvir
Soltam gemidos
Que vão rompendo a boca selada
Que procura agora poder sorrir
Retomar tempos perdidos
E fingir que esses tempos não valeram nada
Os gemidos que tentam dar vida à voz
Crescem ganhando força para gritar
E num sopro de ar expirado
Deu-se alma às vozes
Que vão agora acordar
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Construimos sonhos
Construímos sonhos
Vindos do nada
Por vezes lutamos por eles
Sem ver mais nada
Ficamos amarrados
Sofremos por amor
E desses sonhos sonhados
Evidencia-se a dor
Perdemos vontades
Conquistamos agruras
E sem pensar nas verdades
Nos arrastamos por ruas escuras
Já cravados e sofridos
É então que desistimos da luta
Os sentimentos não são esquecidos
Mas ansiar o que não volta
Faz-nos emaranhar ainda mais
Em recantos escuros do coração
E perceber que foi tempo demais
A abafar a nossa razão…
Vindos do nada
Por vezes lutamos por eles
Sem ver mais nada
Ficamos amarrados
Sofremos por amor
E desses sonhos sonhados
Evidencia-se a dor
Perdemos vontades
Conquistamos agruras
E sem pensar nas verdades
Nos arrastamos por ruas escuras
Já cravados e sofridos
É então que desistimos da luta
Os sentimentos não são esquecidos
Mas ansiar o que não volta
Faz-nos emaranhar ainda mais
Em recantos escuros do coração
E perceber que foi tempo demais
A abafar a nossa razão…
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Os meus sorrisos são lágrimas
Os meus sorrisos são lágrimas
Que tombam incessantes pelo rosto
São espinhos que magoam um corpo
Inerte, sem vontade, sem gosto
Os meus sorrisos são lágrimas
Que despejam a intensa dor
Que o coração deixou de suportar
E a minha vida é apenas um rumor
Os meus sorrisos são lágrimas
Que secam e deixam um rasto triste
Que se espelha nos olhar que já não disfarça
E que vai dizendo que desiste
Os meus sorrisos são lágrimas
Emanadas de um tempo que passou
São fruto de uma luta constante
Que esse mesmo tempo não curou
Os meus sorrisos são lágrimas
Que o meu ser deixa agora cair
Os meus sorrisos são as lágrimas
De quem já não consegue sorrir…
Que tombam incessantes pelo rosto
São espinhos que magoam um corpo
Inerte, sem vontade, sem gosto
Os meus sorrisos são lágrimas
Que despejam a intensa dor
Que o coração deixou de suportar
E a minha vida é apenas um rumor
Os meus sorrisos são lágrimas
Que secam e deixam um rasto triste
Que se espelha nos olhar que já não disfarça
E que vai dizendo que desiste
Os meus sorrisos são lágrimas
Emanadas de um tempo que passou
São fruto de uma luta constante
Que esse mesmo tempo não curou
Os meus sorrisos são lágrimas
Que o meu ser deixa agora cair
Os meus sorrisos são as lágrimas
De quem já não consegue sorrir…
domingo, 20 de março de 2011
Vivemos no silêncio
Vivemos no silêncio
Como se não houvesse amanhã
Alimentamo-nos da dor
Que a razão nos dá
Fugimos das luzes
Refugiando-nos na negritude
Que a nossa alma alberga
Sem gosto e sem virtude
Calamos as vozes que ouvimos sem rosto
Respiramos sem medo
Pelo meio das ruínas do nosso ser
E, lentamente, em segredo
Reaprendemos a viver
Como se não houvesse amanhã
Alimentamo-nos da dor
Que a razão nos dá
Fugimos das luzes
Refugiando-nos na negritude
Que a nossa alma alberga
Sem gosto e sem virtude
Calamos as vozes que ouvimos sem rosto
Respiramos sem medo
Pelo meio das ruínas do nosso ser
E, lentamente, em segredo
Reaprendemos a viver
sexta-feira, 18 de março de 2011
Saboreando instantes de doce ilusão
Saboreando instantes de doce ilusão
Vive-se, sofre-se, ama-se sem juízo e sem razão
É-se feliz assim, lutando por breves momentos
Na relatividade da vida, esquecem-se os tormentos
Tentando aproveitar cada novo dia que desperta
Desejando que seja único, que seja merecida esta oferta
Atravessam-se pontes, desbravam-se novos caminhos
E neste árduo percurso por vezes andamos sozinhos
Damos abrigo a emoções que um dia nos vão consumir
Sem perceber como, já deixamos de sorrir
Criamos monstros passivos, incapazes de lutar
Demos-lhes asas, ensinamo-los a voar
E quando acordamos, chorosos, no dia seguinte
Já nos levaram a alma para um local distante
E lá continuamos nós, tristemente, fazendo de conta
Que a dor que magoa é aquilo que nos acalenta
Vive-se, sofre-se, ama-se sem juízo e sem razão
É-se feliz assim, lutando por breves momentos
Na relatividade da vida, esquecem-se os tormentos
Tentando aproveitar cada novo dia que desperta
Desejando que seja único, que seja merecida esta oferta
Atravessam-se pontes, desbravam-se novos caminhos
E neste árduo percurso por vezes andamos sozinhos
Damos abrigo a emoções que um dia nos vão consumir
Sem perceber como, já deixamos de sorrir
Criamos monstros passivos, incapazes de lutar
Demos-lhes asas, ensinamo-los a voar
E quando acordamos, chorosos, no dia seguinte
Já nos levaram a alma para um local distante
E lá continuamos nós, tristemente, fazendo de conta
Que a dor que magoa é aquilo que nos acalenta
quinta-feira, 17 de março de 2011
Arranquem
Arranquem-me esta dor do peito
Seja docemente ou com ferros flamejantes
É uma dor que dilacera a alma
Com golpes fortes e constantes
As forças desapareceram por entre as lágrimas
Que caiem, rosto abaixo, sem parar
Fazendo nascer um rio sofrido
Que rasga caminho no corpo cansado de lutar
Terão eco nos séculos vindouros
Feridas que foram abertas sem cura
A chama que me consome manter-se-á acesa
Por entre os escombros de uma alma impura
Seja docemente ou com ferros flamejantes
É uma dor que dilacera a alma
Com golpes fortes e constantes
As forças desapareceram por entre as lágrimas
Que caiem, rosto abaixo, sem parar
Fazendo nascer um rio sofrido
Que rasga caminho no corpo cansado de lutar
Terão eco nos séculos vindouros
Feridas que foram abertas sem cura
A chama que me consome manter-se-á acesa
Por entre os escombros de uma alma impura
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