terça-feira, 27 de setembro de 2011

Já...

Já sorri tantas vezes
Tendo vontade de gritar

Já vivi os reveses

De uma alma que deixou de lutar

Já fingi estar feliz

Quando o coração apertava

Já acolhi o que não quis

E que por dentro me matava

Já fui onde não queria ir

Já estive onde não queria estar

Com o rosto a sorrir

E os olhos infames a chorar

Já segurei uma mão sofrida

Pela tortura de uma mente vazia

Já limpei lágrimas a uma vida

Com as palavras da dor que eu própria sofria

Já andei dias sem fim deambulando

Pisando um chão incerto, doloroso

Querendo libertar-me do anseio que me foi apagando

Voraz, infinitamente poderoso

Já mergulhei nas entranhas do meu ser

Desejando encontrar um rumo, uma nova estrada

Sem coragem já, deixei-me desfalecer

Nos braços cruéis de uma vida errada…

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